Na câmara dos deputados

Declaração de Carlos Bolsonaro repercute entre deputados no Plenário

11/09/2019 08h55 - Atualizado em 11/09/2019 08h58
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro: “O que Carlos Bolsonaro falou não tem nada demais"

Vários deputados usaram o Plenário da Câmara para comentar a declaração do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que questionou a eficácia da democracia pelas redes sociais.

"Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos... e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!", escreveu o vereador em seu perfil no Twitter.

As declarações já foram criticadas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e foram alvo de diversos parlamentares nesta terça-feira (10).

Quem saiu em defesa de Carlos Bolsonaro foi seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ele minimizou a publicação e atacou os deputados de oposição, a quem chamou de “amantes de ditaduras de esquerda”.

“O que Carlos Bolsonaro falou não tem nada demais. As coisas na democracia demoram, precisam de debate, ele falou só isso. O tempo do Congresso é diferente do tempo da sociedade”, declarou.

Críticas
O líder do PT, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), cobrou uma manifestação formal do Parlamento e dos outros poderes da República. “Não podemos aceitar que esse desprezo pela democracia, uma marca deste governo, seja tratado com naturalidade”, afirmou.

O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), também disse que há uma “naturalização da barbárie” nos altos escalões da República. Para o deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ), as declarações são inadmissíveis. “Temos que rechaçar esse posicionamento medíocre e autoritário.”

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) destacou que a democracia está prevista na Constituição. “A democracia não é opção do Parlamento”, disse.

Líder do PDT, o deputado André Figueiredo (CE) também afirmou que os deputados vão reagir contra o que chamou de “banalização de absurdos”. “Essas 'asneiras', se levadas a sério, podem comprometer o País”, afirmou.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

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