Ex-candidata a vereadora

Pré-selecionada em cadastro de moradia nega possuir patrimônio de meio milhão

11/04/2019 11h00 - Atualizado em 11/04/2019 11h16
Foto: divulgação

A ex-candidata a vereadora de Palmas, Irmã Zuleide divulgou nota de esclarecimento na noite dessa quarta-feira,10, esclarecendo a polêmica em torno de seu nome, sobre a pré-seleção para receber uma casa popular do programa Minha Casa Minha Vida, da Prefeitura de Palmas. A ex-candidata deu explicações sobre a declaração de um imóvel e um veículo, que juntos somaram, segundo consta na Justiça Eleitoral, quase meio milhão de reais. Os bens foram declarados por Zuleide em 2016, quando ela foi candidata.

Zuleide disse também, que assim como milhares de homens e mulheres, “trabalho duro para realizar meus sonhos, dentre eles, conquistar minha casa própria”, relata, afirmando que, “há anos me inscrevi no cadastro da Prefeitura de Palmas, porque moro de favor na casa de propriedade de minha mãe; e na esperança de realizar o tão sonhado sonho de conquistar a casa própria fui sorteada pela primeira vez no ano de 2017, porém em razão de na época, tinha sido contratada para trabalhar na secretaria do meio ambiente; sendo assim não foi possível concluir o recebimento da casa popular”, diz a nota.

Após este lapso temporal, afirma a nota, “novamente fui sorteada, sem, contudo, poder mais uma vez receber a casa própria em razão de nomeação no diário oficial de palmas do dia 29 de março de 2019; no entanto, infelizmente pessoas ligadas à política suja e rasteira visando atingir políticos sérios do meu conviveu social reuniram informações distorcidas sobre a minha pessoa e disseminaram em veículos de comunicação e nos grupos de WhatsApp informações difamadoras e caluniadores e eivadas de mentiras”.

Em relação aos bens declarados, motivo pelo qual, a notícia tomou as redes sociais com diversas críticas de internautas, políticos e até religiosos, Zuleide disse que, “em 2016, declarei possuir 20 hectares de terra, no distrito de Barreira dos Campos (PA), por primar minha vida na honestidade e legalidade, mesmo não tendo ainda sido documentada esta propriedade, apesar de possuir o título, a terra pertence a minha mãe, e apesar de ter declarado como sendo de minha propriedade por esta em meu nome, a terra não me pertence, pois na mais pura verdade minha mãe é quem é de fato a dona da propriedade, além do que o documento foi expedido após o cadastro no programa de habitação, portanto, considerei ético declarar na época de minha candidatura, bem como um veículo celta ano 2007 que era de minha propriedade na ocasião”.

Ela também reclama repercussão que o assunto ganhou na mídia. “É lamentável saber que ainda levaremos anos para evoluir politicamente no Brasil, pois muitos entram na política para se favorecer, defender seus interesses pessoais e para conquistar seus objetivos fradulentamente, são capazes até mesmo de matar. Quem conhece minha história, desde 1998, sabe do trabalho social que venho desenvolvendo não só em Palmas, mas também em outras cidades tocantinenses”, desta a política na nota, que também anexou a nota, certidões cartorárias de nada consta, comprovando a inexistência do imóvel em seu nome.

Veja a íntegra da Nota

NOTA DE EXCLARECIMENTO

Irmã ZULEIDE RODRIGUES DOS SANTOS Vem por meio desta NOTA DE ESCLARECIMENTO, no intuito PRESTAR informação, em relação à reportagemveiculada por meio de veículos de comunicação sobre contemplação por meio de sorteio, de uma casa popular, em Palmas, bem como supostos bens pertencentes a mim. Venho informar que moro na cidade de Palmas desde 1998.

Eu, assim como milhares de outras homens e mulheres que aqui nasceram ou escolheram essa terra para construir famílias, carreiras e aqui viverem; trabalho duro para realizar meus sonhos, dentre eles, conquistar minha casa própria. Há anos me inscrevi no cadastro da Prefeitura de Palmas, porque moro de favor na casa de propriedade de minha mãe; e na esperança de realizar o tão sonhado sonho de conquistar a casa própria fui sorteada pela primeira vez no ano de 2017, porém em razão de na época, tinha sido contratada para trabalhar na secretaria do meio ambiente; sendo assim não foi possível concluir o recebimento da casa popular.

Após este lapso temporal, novamente fui sorteada, sem, contudo, poder mais uma vez receber a casa própria em razão de nomeação no diário oficial de palmas do dia 29 de março de 2019; no entanto, infelizmente pessoas ligadas à política suja e rasteira visando atingir políticos sérios do meu conviveu social reuniram informações distorcidas sobre a minha pessoa e disseminaram em veículos de comunicação e nos grupos de WhatsApp informações difamadoras e caluniadores e eivadas de mentiras.

Quando fui candidata à vereadora, no último pleito, em 2016, declarei possuir 20 hectares de terra, no distrito de Barreira dos Campos (PA), por primar minha vida na honestidade e legalidade, mesmo não tendo ainda sido documentada esta propriedade, apesar de possuir o título, a terra pertence a minha mãe, e apesar de ter declarado como sendo de minha propriedade por esta em meu nome, a terra não me pertence, pois na mais pura verdade minha mãe e quem e de fato a dona da propriedade, além do que o documento foi expedido após o cadastro no programa de habitação, portanto, considerei ético declarar na época de minha candidatura, bem como um veículo celta ano 2007 que era de minha propriedade na ocasião.

É lamentável saber que ainda levaremos anos para evoluir politicamente no Brasil, pois muitos entram na política para se favorecer, defender seus interesses pessoais e para conquistar seus objetivos fradulentamente, são capazes até mesmo de matar. Quem conhece minha história, desde 1998, sabe do trabalho social que venho desenvolvendo não só em Palmas, mas também em outras cidades tocantinenses.

A título de esclarecimento, quando fiz meu cadastro no programa MCMV no resolve Palmas, declarei as informações da época, inserindo as no programa. Realizado o pré-sorteio, tive a felicidade de ter sido escolhida para análise da documentação e posterior receber o imóvel, pois todos cadastrados estão aptos para participar do sorteio, que inclusive e realizado pela loteria federal, porém não quer dizer que receberia o imóvel, pois no presente momento não consigo atender no presente os requisitos, sendo assim, estou ciente que serei impedida de prosseguir no processo, portanto, já fiz o meu pedido de renúncia no setor de habitação.

Tenho formação em turismo e pôs graduação em políticas públicas e serviços sociais, que conquistei com muito primor, me sinto preparada e com conhecimento para ocupar qualquer cargo na administração pública. Essa decisão não é prerrogativa para ser ou não sorteada em um cadastro habitacional, pode ser na análise documental, todos que me conhecem sabe que sempre trabalhei contra todo ato de corrupção e luto por justiça social, e combate à desigualdade.

ZULEIDE RODRIGUES DOS SANTOS 

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