Artigo/opinião

Após renúncia de Amastha em 2018, a paz voltou a reinar em Palmas

11/01/2019 14h24 - Atualizado em 14/01/2019 13h17
Foto – Divulgação
Prefeita Cinthia Ribeiro assumiu o município no 03 de abril de 2018

Desde que o ex-prefeito, Carlos Amastha, deixou o comando da Capital, para ser candidato tanto na suplementar, quanto nas eleições gerais, o clima de Palmas mudou. Aquele ranço, aquele ódio que era despejado pelas mídias sociais, sumiu como num passe de mágica.

Muitos palmenses estão em lua de mel com essa paz reinante na Capital do Tocantins. Aqueles chavões de chamar os líderes tocantinense de “Vagabundos” e outros palavrões, deu lugar a harmonia e o consenso que todos são palmenses. E palmense nunca quis que a rede social virasse palco de palavras acidas e com conteúdo, até improprio, pela liturgia do cargo que ele tinha.

Em 2014, o palmense acordou com um robusto aumento de IPTU, que foi a estratosfera, chegando até os 2.000%, algo impensável em outra cidade do Brasil, mas aceitável para Palmas, porque o prefeito achava que assim Palmas cresceria mais rápido, mas…a tragédia dos aumentos de IPTU e taxas, nos anos seguintes não pararam.

Até que um homem peitou o prefeito e colocou nos seus devidos lugares a LEI. Coisa que o ex e alguns da justiça esqueceram. Dr. Zailon Miranda Labre Rodrigues, Procurador-Geral do Ministério Público de Contas (TCE), ouviu o clamor popular e tomou para si as dores de quem tinha a casa, mas não era rico e nem milionário para pagar o crescente aumento dos impostos em Palmas.

Alguém do staff do ex-prefeito Amastha disse: “Amastha está fazendo a seleção natural para morar no centro”, quem pode, pode, quem não pode, vai para a periferia”.

Bendita seja as eleições que fizeram o ex-prefeito renunciar ao cargo, para ser candidato. Perdeu os dois! E seu ego deve estar sofrendo, porque a vice dele, Cinthia Ribeiro vem demonstrando, na prática como se governa uma cidade sem meter a mão no bolso dos cidadãos.

A prefeita Cinthia Ribeiro não é de comentar, mas corre entre a rádio peão e algumas fontes poderosas que o ex-prefeito não deixou um legado muito bonito na prefeitura.  Comenta-se que deixou um rombo de R$ 80 milhões e fornecedores sem receber por até seis meses, embora o ex-gestor tenha dito nas mídias, que deixara uma prefeitura rica.

Se começar pela história mal explicada das aplicações do PreviPalmas, Fundo Previdenciário do Servidor da Prefeitura, no valor de R$ 50 milhões, sem uma garantia palpável, ninguém sabe, ninguém nunca viu. “Dinheiro quando voa não volta para o ninho”, autor desconhecido.

Outros casos como o prejuízo de R$ 50 milhões com a Oscip-Isis, com os R$ 7 milhos da Fundesportes, e daí por em diante. Cita-se ainda, gastos desnecessário de quase R$ 60 milhões com locações de estrutura para eventos, gastos milionários com locações de máquinas e equipamentos, com passagens aéreas, com shows etc.

Voltando a prefeita Cinthia Ribeiro, a sua calma e leveza em levar as questões têm conquistado o eleitorado palmense e como prova, o reajuste do IPTU de 2019 acompanhou a inflação, ou seja, a prefeita fez o correto sem prejudicar ninguém, e muito menos os cofres da prefeitura.

Por José Valdemir Miranda (Chumbinho)
Editor do Jornal O Coletivo

 

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