Palmas - TO sábado, 17 de novembro de 2018

Léo Barbosa diz que resposta a ex-gestão de Amastha foi dada nas urnas

Durante audiência da CPI do PreviPalmas

08/11/2018 18h03 - Atualizado em 08/11/2018 20h00
Foto: divulgação
Vereador e deputado estadual eleito Léo Barbosa

Durante audiência da CPI do PreviPalmas ocorrida na última terça-feira, 06,  o vereador e deputado estadual eleito Léo Barbosa (SD) que é membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) bateu de frente com o ex-prefeito Carlos Amastha (PSB).

Em sua primeira pergunta ao ex-prefeito, Léo Barbosa lembrou que no dia 29 de março de 2018, Amastha falou em entrevista que o investimento era seguro e que estava verificando se houve alguma irregularidade no procedimento, mas que tinha convicção que o dinheiro seria recuperado. Logo após, o vereador perguntou se Amastha, ao afirmar isso, sabia que as aplicações que foram feitas, eram em fundos de alto risco.

"O que a gente está investigando nesse momento é se aquele investimento foi feito dentro da norma do plano de investimento, não a qualidade, porque a gente sabe e apura os saldos, são investimentos que não trazem prejuízo para o instituto”, afirmou Amastha.

Ao ser questionado se como gestor, na época ele era informado continuamente das aplicações do PreviPalmas, o ex-prefeito deu resposta negativa e disse que não era sua especialidade. "Não vereador, não é do meu conhecimento", disse.

Logo após Amastha disse que como ex-gestor acredita e defende que o que é proposto, está errado, "é impossível o município de Palmas ou qualquer outro lidar com uma coisa que tenha tamanha responsabilidade. Esses fundos deveriam ser de responsabilidade de instituições de altíssimo conhecimento na área", ressaltou.

Barbosa então questiona que se Amastha não era informado das aplicações, como poderia afirmar que era um investimento  seguro e que o município poderia reaver o recurso, já que ele não sabia de nada.

"Só fui saber da denúncia quatro dias antes de sair da prefeitura, então teve a denúncia, houve uma análise e fomos apurar. Claro que hoje tenho uma opinião diferente formada ao desconhecimento que tinha antes a denúncia", frisou.

O vereador disse ainda que as aplicações ferem a legislação no quesito de percentual de aplicação. E questiona que como Christian Zini, ex-secretário de finanças do município era seu homem de confiança, ocupando postos em Secretarias do município durante toda a gestão de Amastha, se ele não havia informado sobre as aplicações.

Amastha se esquivou da pergunta e disse apenas, "acho que o senhor tem que chamar e perguntar para ele sobre a política de investimento", declarou.

Como o ex-prefeito jogou a responsabilidade das aplicações irregulares no ex-presidente do PreviPalmas, Max Fleury e demais diretores e secretários, Barbosa então questionou qual havia sido o critério de nomeação de Fleury.

"O senhor está me falando que ele agiu de maneira errada, primeiro vocês tem que comprovar isso, segundo, como saber que ele ia agir de maneira errada antes de nomear"? Defendeu Amastha.

Com os ânimos, já exaltados, o vereador disse que ficava impressionado com o ex-prefeito, por ele não acreditar e querer convencer os demais que os fundos não foram investidos em empresas irregulares.

Amastha então se exalta e diz, "estou aqui na posição de testemunha e não de acusado, por favor vereador, me respeita. O senhor está colocando em dúvida a minha ética a minha moral, e a maneira como administrei o município. Acho que isso merece respeito dos palmenses que votaram e me escolheram para governar. Eles merecem respeito", afirmou.

Então Barbosa disse:  "A única dúvida que eu tenho é quanto ao dinheiro do povo de Palmas. O juízo do senhor é feito nas urnas e já foi provado que não é como o senhor diz". Afirmou Barbosa explicando que Amastha não ganhou a eleição para governo do Estado por ter feito uma má gestão na Capital.



 

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