Palmas - TO sábado, 17 de novembro de 2018

Comissão considerou Amastha responsável por aplicações irregulares no PreviPalmas

Em setembro

06/11/2018 14h46 - Atualizado em 06/11/2018 14h48
Foto: divulgação

O ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha, bem como o ex-presidente do PreviPalmas Maxcilane Fleury, o ex-secretário de finanças Cristian Zini e o ex-diretor de investimentos Fábio Martins foram responsabilizados diretamente pela Comissão designada pelo Instituto de Previdência Social do Município de Palmas (PreviPalmas) como sendo os responsáveis pelas aplicações irregulares realizadas pelo Instituto no valor de R$ 58 milhões.

A comissão publicou no Diário Oficial Nº. 2.076 de 03 de setembro deste ano, relatórios contendo inúmeras irregularidades nas aplicações, demonstrando inclusive, a realização de investimentos do PreviPalmas antes do credenciamento, não tendo cumprido os trâmites legais, como a aprovação no Conselho Municipal de Previdência.

Prejuízos

Se somados os investimentos realizados de forma irregular, o valor do prejuízo pode chegar a R$ 58 milhões. Só no Cais Mauá foram investidos R$ 29.887.948,53 (vinte e nove milhões oitocentos e oitenta e sete mil novecentos e quarenta e oito reais e cinquenta e três centavos) e no Tercon foram aplicados R$ 20.877.018,38 (vinte milhões oitocentos e setenta e sete mil dezoito reais e trinta e oito centavos).

O restante do valor a ser somado é de outro investimento que foi realizado no Fundo CX Fic Capital Protegido Brasil Ibovespa no valor de R$ 8.292.722,45 (oito milhões duzentos e noventa e dois mil setecentos e vinte dois reais e quarenta e cinco centavos) o qual também é suspeito de irregularidades.

Irregularidades

No dia 21 de maio deste ano o Conselho de Previdência do PreviPalmas divulgou relatório onde foram apuradas inúmeras irregularidades nos processos de admissibilidade das gestoras e administradoras, como certidões vencidas, investimento anterior ao credenciamento, descumprimento das normativas, resoluções e portarias, bem como aplicação em desacordo com a política de investimento do PreviPalmas.

Diante desse e de outros fatos, a Comissão concluiu que os principais responsáveis pelos danos ao erário público oriundos dos investimentos irregulares no Cais Mauá e no Tercon são: “O ex-prefeito Carlos Henrique Franco Amastha, por ele ser responsável direto pela nomeação de todos os outros gestores envolvidos no eventual investimento, o ex-secretário Christian Zini Amorin, que sempre assinou em conjunto com o ex-presidente do Instituto Maxcilane Machado Fleury e o ex-diretor de Investimentos, Fábio Costa Martins que analisou e assumiu o risco de investir sem seguir as normativas da Previdência Social e Política de Investimento do Instituto que foi aprovado pelo Conselho Municipal de Previdência do PreviPalmas”.

 

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