Palmas - TO quinta, 15 de novembro de 2018

Em julho, setor de serviços recua 2,2% frente a junho

Revela IBGE

14/09/2018 10h30 - Atualizado em 14/09/2018 10h33
Foto: Ilustrativa

Em julho, o setor de serviços caiu 2,2% frente ao mês anterior, após também recuar 3,4% em maio e avançar 4,8% em junho (série com ajuste sazonal). Em comparação a julho de 2017 (série sem ajuste sazonal), o setor de serviços variou -0,3%, quinta taxa negativa do ano nesse tipo de confronto. O acumulado do ano ficou em -0,8% e o dos 12 meses, ao passar de -1,2% em junho para -1,0% em julho de 2018, manteve a trajetória predominantemente ascendente desde abril de 2017 (-5,1%).

A queda na passagem de junho para julho foi acompanhada por quatro das cinco atividades investigadas, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que recuou 4,0%. Os demais resultados negativos vieram dos serviços de informação e comunicação (-2,2%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%) e outros serviços (-3,2%). Por outro lado, os serviços prestados às famílias cresceram 3,1%.

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral para o volume de serviços caiu 0,3% no trimestre encerrado em julho de 2018 frente ao mês anterior, eliminando, assim, parte do ganho verificado no trimestre terminado em junho (0,7%). Entre os setores, o ramo de outros serviços (-0,8%) assinalou a retração mais intensa, após registrar variação positiva (0,2%) em junho. Os demais resultados negativos vieram dos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,7%), de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%) e de serviços prestados às famílias (-0,1%). Já os serviços de informação e comunicação (0,0%) mantiveram a trajetória predominantemente ascendente iniciada em fevereiro.

Em relação a julho de 2017, o setor de serviços caiu 0,3%, com queda em duas das cinco atividades e em 61,4% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre as atividades, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,8%) exerceram a principal influência negativa. O outro impacto negativo veio de serviços prestados às famílias (-0,5%). Em sentido oposto, a contribuição positiva mais relevante ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,8%). Avançaram também os serviços de informação e comunicação (0,1%) e outros serviços (0,5%).

O acumulado do ano recuou 0,8%, com taxas negativas em três das cinco atividades e em 57,8% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre as atividades, os serviços de informação e comunicação (-1,7%) e os profissionais, administrativos e complementares (-2,2%) exerceram os principais impactos negativos. O outro setor que também recuou foi o de serviços prestados às famílias (-1,8%). Por outro lado, as contribuições positivas ficaram com os segmentos de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,7%) e de outros serviços (2,4%).

RESULTADOS REGIONAIS

Regionalmente, entre junho e julho (série com ajuste), houve retrações em 17 dos 27 estados. O destaque negativo veio do Rio de Janeiro (-7,0%), que registrou a queda mais intensa desde o início da série histórica (iniciada em janeiro de 2011). Outros resultados negativos importantes vieram de São Paulo (-2,1%) e Minas Gerais (-1,9%). Por outro lado, as principais contribuições positivas vieram do Ceará (2,3%) e da Bahia (0,9%).

Em relação a julho de 2017, o recuo do volume de serviços no Brasil (-0,3%) foi acompanhado por 19 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa ficou com o Rio de Janeiro (-4,4%), que apontou recuo em 4 das cinco atividades investigadas, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-5,8%) e serviços de informação e comunicação (-4,1%). Outras pressões negativas relevantes vieram do Paraná (-3,5%), Ceará (-6,8%) e Rio Grande do Sul (-2,4%). Por outro lado, os impactos positivos mais importantes vieram de São Paulo (1,2%), Minas Gerais (2,7%) e Bahia (4,1%).

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, houve queda em 23 das 27 unidades da federação. Os principais impactos negativos em termos regionais ocorreram no Rio de Janeiro (-1,3%), Ceará (-8,9%), Paraná (-2,5%) e na Bahia (-4,2%). Por outro lado, São Paulo (0,8%) registrou a contribuição positiva mais relevante.

AGREGADO ESPECIAL DE ATIVIDADES TURÍSTICAS

O índice de atividades turísticas recuou 1,7% entre junho e julho, eliminando o avanço de 0,9% de junho. Regionalmente, nove das 12 unidades da federação acompanharam este movimento de queda, com destaque para o Rio de Janeiro (-7,0%). Vale mencionar também os impactos negativos vindos do Distrito Federal (-15,1%) e São Paulo (-0,7%). Em sentido oposto, as atividades turísticas do Ceará (7,4%) mostraram o avanço mais importante entre os locais.

Em relação a julho de 2017, o volume de atividades turísticas no Brasil caiu 1,8%, pressionado, principalmente, pela queda dos serviços de transporte aéreo de passageiros e de restaurantes. Em sentido oposto, os segmentos de hotéis e de operadores turísticos exerceram as principais contribuições positivas. Com o resultado negativo deste mês, o turismo nacional interrompe uma sequência de três taxas positivas seguidas neste confronto.

Em termos regionais, ainda na comparação com julho do ano passado, nove dos 12 estados onde o indicador é investigado mostraram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para Rio de Janeiro (-8,2%), Paraná (-9,7%) e Bahia (-4,7%). Em contrapartida, o impacto positivo mais importante ficou com São Paulo (3,2%).

No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas caiu 0,3% frente a igual período do ano passado, pressionado, sobretudo, pelo ramo de restaurantes e, em menor medida, pelo transporte aéreo de passageiros. Regionalmente, seis dos 12 locais investigados também registraram taxas negativas, com destaque para Rio de Janeiro (-6,0%), Bahia (-4,9%) e Paraná (-4,1%). Em sentido oposto, São Paulo (2,2%) apresentou o principal impacto positivo.


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