Palmas - TO terça, 21 de agosto de 2018

Vandim do Povo diz que culpados por irregularidades no PreviPalmas devem ser punidos

Na Capital

09/08/2018 16h18 - Atualizado em 09/08/2018 16h22
Foto: divulgação
Vereador Vandim do Povo

O vereador Vandim do Povo (PSDC) foi um dos vereadores indicados para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar supostas irregularidades na aplicação de recursos do PreviPalmas.

Vandim disse que está confortável com a indicação, pois quando decidiu ser candidato sempre pregou a transparência. "Eu queria ser o fiscal do povo e com a indicação chegou a hora de eu fiscalizar e provar para as pessoas que ainda há muitos políticos que tem vergonha na cara e quer trabalhar com transparência", ressaltou.

Para o vereador, caso fique comprovada as irregularidades, os culpados devem ser punidos. "Nós temos exemplos do passado, como foi o caso do Igeprev, onde o órgão teve mais de R$ 300 milhões de prejuízo e ninguém nunca foi preso por isso. Agora estamos com a suspeita de que cerca de R$ 58 milhões também foram aplicados de forma irregular. É muito dinheiro, as pessoas que tomaram posse dele tem que devolver e pagar pelos seus atos", afirmou.

Segundo o parlamentar, os funcionários municipais estão sendo lesados porque estão pagando para obter o benefício futuro da aposentadoria e o dinheiro está sendo usado para outras finalidades. "Entendo que precisamos descobrir onde foi parar o dinheiro do Instituto e devemos fazer com que os envolvidos devolvam, pois esse dinheiro pertence aos servidores do município. Eles não podem ser prejudicados por pessoas que dirigiram o PreviPalmas com má intenções", ressaltou.

Vandim afirmou que a vida pública exige transparência e que é por falta dela que a Câmara está vivendo uma grande tribulação. "Nós sabemos que alguns vereadores aqui da Casa foram acusados de estar envolvidos com coisas ilícitas, mas é preciso apurar as denúncias e se ficar comprovado que realmente fizeram coisa errada, eles tem que pagar", frisou.

O vereador falou ainda que é solidário aos colegas acusados na Operação Jogo Limpo que investiga desvios de R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da capital e criticou a Polícia por não ter investigado os órgãos envolvidos como foram na Câmara.

"A Câmara não é ordenadora de despesas da Secretaria de Esportes, não foi ela quem celebrou os contratos, então a Polícia Civil deveria ter ido nos órgãos que o fizeram, assim como vieram aqui na Casa de Leis", finalizou.


 

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