Palmas - TO sábado, 26 de maio de 2018

Bolsonaro aposta em redes sociais para vencer 'campanha tradicional'

Eleições

11/05/2018 10h43 - Atualizado em 11/05/2018 10h48
Foto: Divulgação

O pré-candidato do PSL ao Palácio do Planalto, deputado Jair Bolsonaro (RJ), aposta na força de sua atuação nas redes sociais para compensar as dificuldades que terá para fazer uma campanha nos moldes tradicionais, que seja baseada no tripé financiamento, estrutura partidária e de palanques e tempo de rádio e TV, afirmaram aliados diretos dele à Reuters.

Eles consideram que esses são os três principais entraves para o deputado chegar ao segundo turno da eleição presidencial, no momento em que, a cinco meses das eleições, ele lidera as pesquisas de intenção de voto em cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva —preso há um mês cumprindo pena por condenação no processo do tríplex do Guarujá (SP) e que deve ser impedido de concorrer em razão da Lei da Ficha Limpa.

Atualmente, o deputado é o líder entre os pré-candidatos em fãs no Facebook, com 5,3 milhões, em número de assinantes no Youtube, com quase 520 mil pessoas, e é o segundo em seguidores no Twitter, com 1,1 milhão, atrás da ex-ministra e que já foi candidata a presidente por duas vezes, Marina Silva, com 1,9 milhão, conforme o site Torabit, especializado em análise de redes sociais.

Apesar dessa influência, o deputado conta apenas com uma pequena estrutura de assessores e aliados para defender e propagar suas ideias —é o único que se propaga publicamente como de direita— durante o período pré-eleitoral.

Adversários dele, contudo, têm se mostrado céticos em relação à viabilidade eleitoral de um projeto presidencial com esse formato. Ainda acreditam que ele deverá perder consistência na campanha diante da exposição de posições polêmicas.

Bolsonaro também já decidiu, segundo aliados, abrir mão dos recursos do chamado fundo eleitoral, verba pública criada por lei para financiar as campanhas após o fim do financiamento de empresas.

O PSL tem reservados cerca de 9 milhões de reais para a campanha de 2018, o que poderia garantir ao presidenciável 3 milhões de reais para bancar despesas eleitorais. Ainda não há uma definição, segundo essas pessoas, sobre como o deputado vai financiar sua campanha.

Fonte: Metro

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