Palmas - TO quinta, 18 de outubro de 2018

Motorista é indiciado por acidente com ônibus que matou sete pessoas

No Tocantins

16/04/2018 08h05 - Atualizado em 16/04/2018 10h52
Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 8ª Delegacia Regional de Dianópolis concluiu na tarde desta sexta-feira,13, o inquérito que apurava as circunstâncias do acidente ocorrido com um ônibus da empresa Real Maia, no dia 28 de janeiro de 2018 que resultou na morte de sete pessoas, na região sudeste do estado.

De acordo com o delegado regional Afonso José Azevedo de Lyra Filho, as investigações da Polícia Civil e os laudos do Instituto de Criminalística, apontaram que o acidente se deu, supostamente, em virtude da perda do controle da direção aliada ao excesso de velocidade que o veículo trafegava, no momento do acidente.

Ao analisar toda a parte mecânica e estrutural do ônibus acidentado, os peritos criminais, Ademir Pedro Clemente de Jesus, Marcelo Gouveia Sabia e Arthur Felipe Boza, que também é engenheiro mecânico, constataram que todos os sistemas mecânicos e de freio do veículo estavam funcionando perfeitamente no momento do acidente, que se deu precisamente a 1h31 da madrugada do dia 28 de janeiro, no trevo que liga a TO 110 e a TO 040, a seis quilômetros da cidade de Novo Jardim.

A conclusão aponta que acidente teria sido causado por excesso de velocidade e imprudência do motorista Cloves Bezerra de Moura, que, segundo as investigações da Polícia Civil, no momento do acidente, conduzia o ônibus a uma velocidade de aproximadamente 70 km por hora, sendo que para contornar com segurança o trevo acima mencionado, deveria estar imprimindo uma velocidade bem abaixo.

Em depoimento ao delegado, o motorista afirmou que estava dormindo no momento do acidente e acrescentou que quando o veículo, que fazia a linha São Paulo –SP a Teresina – PI, parou na rodoviária de Barreiras-BA, Cloves, que vinha conduzindo o veículo, deveria entregar a direção ao seu companheiro com quem se reveza na condução do veículo.

No entanto, ele alegou que estava em boas condições físicas e que continuaria a guiar o ônibus até o município de Dianópolis, o que descumpriu as normas de segurança da empresa, que determinava o revezamento dos motoristas em razão da quilometragem percorrida.

Desta maneira, Cloves seguiu dirigindo, até o momento do acidente. Ainda de acordo com as investigações, o motorista Cloves foi indiciado pela prática do crime de homicídio culposo majorado em face das sete vítimas fatais do acidente.

O inquérito policial foi enviado ao Ministério Público, que decidirá se oferecerá denúncia contra o motorista Cloves Bezerra de Moura. 

Por: Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins

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