Palmas - TO sexta, 20 de abril de 2018

Com melhora da economia, pedidos de falência despencam em 2018

Empresas

16/04/2018 09h58 - Atualizado em 16/04/2018 09h59
Foto: Divulgação

Com o fim da recessão, empresas brasileiras passaram finalmente a sentir no dia a dia os reflexos de um Brasil em retomada. A queda dos juros e a volta da demanda por crédito abriram espaço para mais investimentos e, mais importante, a continuidade dos negócios.

Dados com abrangência nacional da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) mostram que o número de pedidos de falência de empresas caiu 22,6% no primeiro trimestre deste ano na comparação ao mesmo período do ano passado.

Esse resultado aponta para uma tendência de queda nos pedidos de falência e recuperação judicial, em meio à retomada da economia que vem mais forte que o antecipado pelo mercado financeiro. As empresas passam a ter mais condições de honrar compromissos e superar momentos de insolvência.

Mais fôlego

Um dos mais respeitados advogados na área de recuperação judicial, Thomas Felsberg atribui esse resultado ao fim da recessão. Segundo ele, as empresas endividadas ganharam mais fôlego com o crescimento econômico e conseguiram colocar as contas em dia.

“Por isso, hoje, o panorama é diferente do que era quando a recessão estava a todo vapor. Não há somente uma percepção de melhora. Houve, de fato, uma melhora. Essa retomada econômica animou muitas empresas, e isso encoraja devedores e credores a encontrarem soluções construtivas”, afirma Felsberg.

Tudo indica que redução nas falências deve continuar diante de um cenário econômico positivo: no acumulado do ano a queda esses pedidos foi de 18,2%.

Refis
Ao mesmo tempo, o jurista aponta que programas como o Refis, que permite a redução de dívidas tributárias e multas junto à Receita Federal, também ajudaram a melhorar o cenário para as empresas. “Companhias fortes que estavam com uma situação financeiramente complicada ganharam fôlego, principalmente por que conseguiram equacionar as suas dívidas de curto prazo”, aponta. 

Veja Também