Palmas - TO sexta, 19 de outubro de 2018

Cresce área agricultável destinada ao milho produzido em Palmas

Na Capital

16/04/2018 09h40 - Atualizado em 16/04/2018 09h41
Foto: Divulgação

A área plantada de milho em Palmas cresceu de 2013 para 2017 de 2.500 hectares para 7.666 hectares, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Esse crescimento de 206% na área plantada resultou no salto da produção. As 11.695 toneladas colhidas em 2013, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), saltaram para 41.985 toneladas no ano de 2017. Por consequência a produção de milho em Palmas, nos últimos quatro anos, também cresceu (17,64%). Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (Seder), a produtividade do grão cresceu de 3,06 kg por hectare em 2013 para 3,60 kg por hectare em 2017.

O secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Roberto Sahium, contextualiza que o milho tem um importante papel na balança comercial de Palmas. “Hoje a agricultura contribui com 35% do Produto Interno Bruto (PIB) do município, ao passo que a indústria representa 8%. É um produto que dá um upgrade na nossa balança comercial. Boa parte desta produção local é destinada à exportação ainda na sua forma primária e acaba retornando em forma de farinha de milho, fubá e ração”, detalha Sahium.

O produtor Jeferson Marasca é um destes exportadores de milho. Sua família chegou à região de Palmas em 1986 e decidiu investir no milho em 1990. Hoje parte de sua produção é enviada para os Estados Unidos e China. Sua propriedade fica no distrito de Buritirana, em Palmas, e usa o milho como cultura secundária. “Plantamos em torno de 10 mil hectares de milho, após encerrada a colheita da soja. Grande parte vai para exportação. O excedente negociamos para industrialização”.

Marasca explica que o milho é uma gramínea que traz grandes vantagens quando associada à produção de soja. “O milho tem capacidade de reter nutrientes que a soja não aproveita e que não tem um manejo difícil. São duas culturas que se equilibram bem quando revezadas. É uma planta que permite o aproveitamento do solo e racionaliza o uso de equipamentos”, explica o produtor, que espera alcançar este ano produção de cerca de 600 mil sacas em razão das chuvas, que têm favorecido a produção.

Ainda na zona rural, o milho que é comercializado nas feiras populares é fruto da agricultura familiar. Para sondar quanto é essa produção, segundo Sahium, a Seder está dando andamento ao censo agropecuário, que deve ser concluído até final do ano.

Na cidade

Em Palmas, o milho também é a principal fonte de renda de Maria de Lourdes Carlos Inácio, que comercializa, aos domingos, na Feira do Bosque dos Pioneiros, iguarias feitas à base de milho. A comerciante chegou à Capital em 2000 e desde então usa o milho como principal fonte de renda. Ela explica que a pamonha é seu carro-chefe, mas outras de suas receitas também têm boa aceitação, a exemplo do curau, da canjica e do caldo de milho com frango.

“Sou muito grata ao milho. São 17 anos trabalhando com ele e tirando das minhas receitas o sustento de casa. Foi assim que já formei dois filhos”, diz a comerciante, que já foi premiada nas duas últimas edições do Festival Gastronômico de Taquaruçu (FGT) com receitas de sua autoria. “Ganhei primeiro lugar em 2016 com a receita Chica Doida (bolinho temperado). Em 2017, fiquei em segundo com a pamonha de frigideira e este ano vou tentar mais uma vez participar com o brotinho de milho, um tipo de pizza”, diz, animada.

Além dos clientes que conquistou comercializando suas criações em quiosque e, agora, na feira dominical, dona Maria de Lourdes explica que suas receitas também são sucesso em eventos da cidade. “Há muitos anos participo do Arraiá da Capital e de outros eventos, como o Capital da Fé. É quando a gente consegue ter mais saída. Por isso também sou muito grata à Prefeitura de Palmas”, finaliza. 

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