Palmas - TO sábado, 16 de dezembro de 2017

Segurança Pública se encara com planejamento, determinação e segurança

Artigo do Delegado Adrierlis

30/11/2017 15h49 - Atualizado em 30/11/2017 16h07
Foto – Divulgação
Delegado Adrierlis é natural de Porto Nacional

Nesta matéria enviada ao nosso sítio, o pré-candidato à Deputado Federal Delegado Adrierlis adentrou em um assunto que a sociedade tem clamado por respostas e ações concretas. Sendo a sua área de atuação, o portuense diz, segundo seu entendimento, quais as soluções para o problema da insegurança pública no Tocantins. Com a palavra, o Delegado Adrierlis:

O primeiro passo para entendermos um instituto é buscarmos o porquê da sua existência. É procurarmos saber se há necessidade. Existem serviços públicos que podem ser prestados pela iniciativa privada os quais não são exclusivamente do Estado, já outros, por questões diversas só cabe ao estado prestar.

Imagine como seria uma sociedade onde cada um fosse por si só. Não houvesse um ente que interferisse nos limites das ações humanas. Aí entra o Estado e seu aparato: Segurança Pública, a qual costumo dividir em dois momentos. Na atuação efetiva: Preventiva e investigativa. Na atuação geral: Compartimentada e de atuação multifuncional.

A prevenção, como costumeiramente se diz, cabe ás polícias ostensivas Polícias Militares, Guardas Municipais, Metropolitanas e aqui não poderia deixar de destacar os agentes de segurança de empresas privadas que atuam por colaboração com a segurança pública, os vigilantes. Precisamos valorizar os vigilantes. Geralmente estão em prédios públicos, colocando suas vidas em risco em defesa do patrimônio público, da sociedade e do estado.

Nesse sentido, antes de discutir a questão do armamento do cidadão de bem, já defendo com bastante ênfase o porte de arma dos vigilantes, não só em serviço, mas, fora de sua atividade. São profissionais preparados, cujas empresas são registradas na polícia federal e a atuação de cada um tem o acompanhamento desta Polícia da União.

O Brasil é um país de enorme fronteira. Entram armas e drogas por variados pontos. O Presidente da República deve declarar guerra ao tráfico de armas e de drogas. O Brasil é pacífico nas relações internacionais, mas, nas relações internas, não vejo um líder admitir que estamos em estado de guerra civil. A bandidagem tomou conta. O Estado enxuga gelo.

Vamos aumentar e utilizar setenta por cento do efetivo das forças armadas nas regiões de fronteiras: Fuzileiros Navais; Infantaria da Aeronáutica; Exército, com os grupamentos de selva. Na sua maioria, esses militares ficam ociosos, aquartelados. Vamos atribuir-lhes a missão de não deixar passar nada. Investir em equipamentos modernos: Captura de movimentos noturno em água, terra e mar. Buscar a colaboração dos países fronteiriços para encarar esses fatos com respostas duras. As tropas estarão nas fronteiras em estado de guerra: Dada determinada ordem e não obedecida, a ação deve ser eficaz no sentido não só de cessar a suposta agressão, mas, também pedagógico, para que todos saibam que o Brasil não tolera o crime.

Internamente, há necessidade de cada órgão de segurança pública planejar a distribuição do efetivo policial. A atividade fim da Polícia Militar é prevenir a ocorrência de crimes. Para isso, necessita de efetivo, organização na distribuição desse efetivo, menor burocracia e maior agilidade, maior descentralização na tomada de decisões e uso da força preparada na sua atividade fim, qual seja, patrulhamento diuturnamente. Questões relacionadas á tramitação de documentos internos, de pura burocracia, deve ficar a cargo de quadro administrativo próprio. É o que defendo.

Ocorrido o crime, ou contravenção penal, entra em cena ás polícias judiciárias civis e federais. Devemos admitir que existem inúmeros crimes sem resposta. O cidadão registra um BO e tem a esperança de que haja uma resposta quanto á elucidação do fato: Autoria e materialidade com colheitas de provas suficientes para condenação, ou absolvição. O que não pode existir é um mero registro formal para servir como balanço estatístico moqueado.

Defendo a criação de um documento único de identificação para cada cidadão. Onde as informações datiloscópicas estariam á disposição de um banco de dados de todos os entes da federação. Já existe uma lei em vigor em nosso país que trata sobre a coleta de material genético, porém, não adianta criar leis sem proporcionar os instrumentos necessários, o que exige o aporte de recursos tecnológicos e humanos.

Mapeamento das zonas de incidência de crimes, com atuação do emprego de inteligência. É inaceitável a população saber os pontos de boca de fumo na cidade e a polícia não ter conhecimento. Não importa se o juiz solta, o importante é realizar o trabalho com maior presteza, dedicação, inteligência, vocação. Uma hora o bandido sai de circulação, de tanto pisar na frente do juiz.

Não vejo uma única cidade no estado do Tocantins que o crime não possa ser enfrentado e vencido.

Por último, na atuação geral de forma Compartimentada, os órgãos policiais só lhes cabe saber o que é necessário á sua atividade fim. Isso evita transtornos e equívocos, o que muitas vezes temos visto entre atividades das nossas honrosas forças policiais. Por último, com relação á atuação da segurança pública multifuncional, todos os órgãos têm o dever de buscar parceiros e colher informações, bem como fornecer, caso não seja sigiloso.

Aqui quero exaltar a importância dos Conselhos Tutelares para a sociedade. Devemos investir nos Conselhos Tutelares, dando-lhes condições para acompanhar de perto as famílias, as crianças e adolescentes. O estado deve investir em escolas de tempo integral, mas, não como um presídio, mas, proporcionando o ensino, esporte e lazer.

Temos a obrigação de conhecermos quem somos e o que fazemos. Quem está na sala de aula, quem trabalha, não trabalha, estuda, porque, não estuda. O que faz? Essas informações devem está sendo compartilhadas com os demais órgãos, da assistência social e da segurança pública. Um Estado em que seu povo não se sente seguro, pode se dizer que chegou ao fracasso.

Delegado Adrierlis é filho de Porto Nacional, foi militante nos movimentos estudantis no Tocantins, exercendo presidência de Grêmio, vice presidência e presidência da UEES (União Estadual dos Estudantes Secundaristas) e lutou muito, quando em março de 1997 a Universidade do Tocantins havia sido privatizada.
Por questão de falta de oportunidade na época, prestou concurso para o Corpo de Bombeiros militar do Distrito Federal. Na capital da República se formou em Direito. Exerceu a advocacia e prestou concurso público para o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, Justiça especializada na qual prestou serviço entre os anos 2007 a 2011. Atualmente é delegado de polícia.

 

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