Palmas - TO sábado, 21 de outubro de 2017

TO usará novo sistema do Programa Nacional de Controle de Dengue

Saúde

11/08/2017 13h22 - Atualizado em 11/08/2017 13h27
Foto: Valdo França/Governo do Tocantins
Municípios deverão se capacitar para o uso do novo sistema de registro e gestão das informações das atividades de controle vetorial da dengue

Os municípios tocantinenses, em breve, serão contemplados com o novo Sistema do Programa Nacional de Controle da Dengue (SisPNCD), utilizado para registro e gestão das informações das atividades de controle vetorial da dengue. A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses, vai implantar ainda neste semestre a nova ferramenta, que foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde em substituição ao FormSUS (plataforma provisória para recepção dos dados do controle vetorial) e o Sistema de Informação da Febre Amarela e Dengue (Sisfad).

De acordo com o gerente de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses, Evesson Farias de Oliveira, o Sistema de Informação da Febre Amarela e Dengue (Sisfad) é o único sistema de informação oficial do controle vetorial da dengue disponível até o momento no Estado. “Assim, a implantação do SisPNCD ocorrerá devido a necessidade de estarmos constantemente nos atualizando e aprimorando as técnicas de combate ao vetor”, pontuou, ressaltando que todos serão informados sobre a descontinuidade dos sistemas atualmente vigentes e que, até a implantação do novo sistema, a alimentação do FormSUS ou Sisfad deverá ser ininterrupta.

O que muda?

O modelo anterior operava no sistema MS-DOS, enquanto o atual passou a operar no sistema Windows. Tal mudança propiciou a entrada do programa para área gráfica, facilitando sua operacionalização pelos usuários. O programa opera em dois módulos: web e local.

O módulo web permite o gerenciamento do sistema utilizado pelos gestores federais e estaduais para monitorarem a entrada de dados informados pelos municípios. Já o módulo local permite a digitação de dados das fichas de campo do controle vetorial pelos municípios. Por meio dele, os municípios poderão também monitorar o trabalho realizado por meio da emissão de relatórios.

A diferença entre o SisPNCD e o Sisfad está no sistema operacional. O Sisfad utiliza o MS-DOS, enquanto o SisPNCD é operacionalizado no sistema Windows, além de ser um programa mais atualizado, com a interface mais dinâmica e uma quantidade de recursos maior.


Capacitação

Para que a operacionalização da nova ferramenta se torne viável aos municípios, a Gerência de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses promoverá uma capacitação específica em sistemas de informação para manusear o SisPNCD, voltada para profissionais digitadores e coordenadores de endemias dos municípios.

Os interessados deverão acessar a página da Secretaria de Estado da Saúde, descer até a aba de Comunicados e Evento e clicar no comunicado intitulado Capacitação SisPNCD. Neste espaço, o profissional vai poder realizar sua inscrição.

A capacitação terá duração de dois dias e será dividida em turmas com 15 municípios cada. A capacitação ocorrerá no Núcleo Estadual do Ministério da Saúde/TO, localizado na Quadra 104 Norte, Avenida LO 4, 2, Lote 19, Plano Diretor Norte, nos horários: das 8h15 às 11h45 e das 14h15 às 17h45.

Nos dias 29 e 30 de agosto, a turma A será capacitada e abrangerá os municípios de Ananás, Araguaína, Araguatins, Augustinópolis, Colinas do Tocantins, Dianópolis, Guaraí, Gurupi, Miracema do Tocantins, Palmas, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional, Tocantinópolis, Wanderlândia e Xambioá.

Quanto às demais turmas, a Gerência de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses ressalta que, a partir da Turma B, o preenchimento das vagas será realizado de acordo com a preferência do participante, ou seja, o profissional terá a disponibilidade de escolher em qual turma irá participar, considerando sua capacidade máxima. Cada município poderá ter no máximo dois participantes. Após o treinamento de todos os municípios, serão finalizados o FormSUS e o Sistema de Informação da Febre Amarela e Dengue (Sisfad).

A Superintendência de Vigilância, Promoção e Proteção à Saúde recomenda, aos representantes dos municípios, sobre os itens que devem ser levados para a capacitação: um CPU/gabinete do computador que não possua programas desenvolvidos pelo Datasus instalado (Sinan, SIM, Sinasc, entre outros); o Reconhecimento Geográfico (RG) 03 impresso e a relação do RH da área de controle.

Dados


A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. É transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. Atualmente, a vacina é a melhor forma de prevenção da dengue.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente com a dengue em mais de 100 países. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da dengue.

Existem quatro tipos de dengue, de acordo com os quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Quando uma pessoa está com dengue, tem uma imunidade relativa contra outro sorotipo.

Em 2016, o Estado registrou 19.025 casos de dengue notificados e 6.058 de casos confirmados. Já no primeiro semestre de 2017, o Tocantins apresentou 13.067 casos notificados e 3.098 confirmados.

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